É com lágrimas nos olhos que começo a escrever esse post e mesmo soando clichê, esse é sem dúvidas o post mais especial e importante que já escrevi desde que criei meu primeiro blog (lá em 2010). Quando descobri que estava grávida – em junho de 2014 – não consegui imaginar o quanto isso mudaria minha vida para sempre.

Desde a descoberta e apesar do medo, quis parto normal. Pesquisei e estava certa da minha escolha, afinal seria a melhor para o meu bebê. Logo em seguida descobri sobre o parto humanizado e disse pra eu mesma: “É um parto assim que eu quero”!

Foram meses de batalha, já que muitas pessoas me achavam maluca por querer “parir” sem anestesia, sem episiotomia. Muitos me julgaram por querer trazer meu filho ao mundo com respeito, carinho e muito amor. Agradeço à Deus, por ter colocado no meu caminho pessoas tão especiais que me ajudaram a tornar esse sonho realidade.

Hoje me sinto muito mais forte, me sinto capaz de enfrentar tudo – carrego comigo aquele sentimento de dever cumprido.

Além de Deus, algumas pessoas se destacaram nessa minha jornada, pessoas que ocupam um lugar especial no meu coração e que sem elas eu jamais teria conseguido ter meu Parto Normal HUMANIZADO.

Primeiramente agradeço ao meu marido, amigo e companheiro – Léo, você foi fundamental para a realização do meu maior sonho, obrigada pelo apoio, pelas conversas, pelo carinho e por acreditar que eu era capaz, quando eu mesma não acreditava.

Dra Chris Falcão, o mundo seria muito melhor se todos os obstetras fossem como você, gostaria que todos trabalhassem com a mesma paixão. Muito obrigada pelo carinho, pela paciência e por me ajudar a trazer meu filho ao mundo exatamente do jeitinho que lhe pedi.

Carol, nossa como eu te incomodei durante esses nove meses né? E você sempre tão atenciosa e prestativa, me orientava mesmo antes de eu ter te contratado. Você me fez enxergar o trabalho de uma Doula com outros olhos, te admiro!

Não posso esquecer da minha mãe e também da minha sogra, ambas acompanharam de perto minha luta e assistiram de camarote nosso maior bem chegar ao mundo. Obrigada pelas conversas, pelos conselhos e por estarem presente no dia mais importante da minha vida.

Por último e não menos importante – Paula Miranda e Pri Casagrande, através de vocês conheci o Parto Humanizado e foi através de vocês que busquei informação. Obrigada do fundo do meu coração!

Abaixo algumas fotos do grande dia e logo em seguida o vídeo com todos os detalhes do meu Parto. Espero que gostem!

Chegada na maternidade – 30/01/2015

Com mamy.

Carol e Dra Chris.

O momento mais feliz de nossas vidas!

Victor nasceu em 31/01/2015 às 02h:15min.
Médica – Dra Chris Falcão.
Doula – Caroline Horn.
Fotos: Léo Mapelli e Caroline Horn.

 

Sobre Amamentação

Victor com 12 dias / Foto: Susi Padilha

Oi amores, tudo bem? O post falando sobre amamentação ia demorar um pouquinho mais, minha intenção era escrever o relato de parto antes, mas como iniciei uma dieta hoje, achei que seria bacana escrever sobre a amamentação e esclarecer algumas dúvidas.

Acredito que a maioria de vocês saibam que não é permitido fazer nenhum tipo de dieta no período de amamentação, em alguns caso é necessário aumentar a ingestão de calorias diárias. Mas, para falar a verdade a amamentação por sí só já emagrecer, não “podemos” ingerir vários alimentos e a produção de leite gasta em média 500 calorias por dia – equivalente a 30min de caminhada leve.

Quando o Victor nasceu, nem passou pela minha cabeça fazer dieta, queria era curtir aquele momento e amamentar meu bebê exclusivamente com leite materno e em livre demanda pelo menos até o sexto mês de vida. A amamentação começou melhor do que eu imaginava, meus seios ficaram doloridos no inicio, mas logo passou e eu tinha o maior prazer em amamentar meu filho. Com o passar dos dias ele começou a mudar seu comportamento, chorava a todo instante de fome e queria mamar o tempo inteiro. Quando levei na primeira consulta com o pediatra – ele estava com 10 dias de vida – ela me disse que isso era normal e que logo as coisas melhorariam. Disse para amamenta-lo durante o dia com intervalo máximo de 2h e lá fomos nós.

Comecei a monitorar o tempo das mamadas, não com a intenção de controlar, mas eu precisava saber se meu filho estava recebendo a quantidade de leite suficiente. Já contei aqui da minha cirurgia nos seios e que tive os ductos cortados, então minha preocupação não era em vão. Baixei um aplicativo e toda vez que ele mamava eu cronometrava o intervalo e tempo de mamada, queria ter esses dados para levar o médico.

Durante esse período o Victor, ficava em média 30/40 minutos em cada mama e menos de uma hora depois já estava chorando de fome. Levei ele na emergência da clinica que consultou a primeira vez para saber se ele tinha alguma dor, se estava apenas com fome ou tinha cólicas. Não me importava em amamentar meu filho a cada meia hora, mas estava preocupada porque ele não dormia o tempo suficiente e parecia estar sempre inquieto. Era só colocar no seio e ele acalmava.

No inicio acreditei que o que ele precisava era ficar sempre por perto, queria estar no seio mesmo sem sugar, apenas “chupetando”. Só que alguns dias depois ele não ficava calmo nem no seio, sugava, sugava e ficava inquieto, chorava… Senti que algo estava errado e comecei a pesquisar tudo sobre amamentação. Foi então que constatamos que a quantidade de leite que eu estava fornecendo para ele era insuficiente, muito menor do que ele precisa.

Custei a aceitar e fiquei me culpando por vários dias… Não aceitava que não iria conseguir amamentar meu filho por no mínimo 6 meses.

Fomos novamente ao pediatra, dessa vez um conhecido de longos anos da família do meu marido e foi lá que escutei o que temia. Ele disse que não ia ter jeito, tinha que complementar, mas que inicialmente eu deveria antes oferecer o seio e somente a mamadeira caso ele continuasse com fome. E foi assim que eu fiz, deixava ele esvaziar as duas mamas e somente depois de muita insistência oferecia a mamadeira. Acreditem, mas logo após esvaziar as duas mamas ele ainda tomava 120ml de mamadeira, algumas vezes até quase 150ml.

Comprei um kit para relactação que oferece o leite artificial através de uma sonda na boquinha do bebê no mesmo instante que ele está no seio, só que infelizmente não nos adaptamos.

Apesar da mamadeira, ele ainda continuou sugando o seio com vontade durante alguns dias. Como a mamadeira sustentava mais que o meu leite, o tempo de intervalo entre uma mamada e outra chegava perto de 3 horas e com isso os seios ficavam bem cheios. Nos primeiros dias de mamadeira foi assim e confesso que fiquei até feliz, meu filho estava calmo, se adaptou bem ao leite artificial e estava conseguindo oferecer o leite materno. O leite materno é muito importante para o bebê e mesmo em pouca quantidade deve ser oferecido.

Infelizmente essa fase durou pouco tempo, alguns dias depois senti que meus seios não enchiam mais e quando tentava “ordenhar” saiam apenas algumas gotinhas. Ficava por vários minutos embaixo do chuveiro e não conseguia tirar nem 10ml de leite materno, foi quando notei que ele ficava inquieto no seio. Sugava e reclamava pois não estava saindo mais leite.

Me sinto triste e por vários dias fiquei com uma sensação de culpa… Talvez eu devesse ter tentado por mais tempo, ter feito algo diferente. Ao mesmo tempo que não aguentava mais ver meu filho chorar de fome, meu coração fica partido quando vejo ele chorar.

Estava adiando para escrever sobre amamentação porque esse assunto é muito delicado, pra mim. Por mais que eu tenha dado o meu melhor, ainda existe muito preconceito contra as mães que não conseguem amamentar, muita gente não compreende e julga. Te olham com cara de repreensão e questionam os motivos por ter oferecido leite artificial para seu filho. Apesar disso sei que fiz tudo que estava ao meu alcance, para algumas poderia ter feito mais, para outras menos. Mas, o que importa é que meu filho está crescendo saudável, ganhou peso e cresceu depois do complemento. Também fico tranquila porque minha família sabe o quanto eu tentei. E claro, ele, meu filho sabe que estou fazendo o meu melhor.

Nós, mamães de primeira viagem – e até as de segunda, terceira – ainda vamos errar muito, mas nosso principal erro é pensar que não somos capazes e deixar com que outras pessoas nos digam o que devemos ou não fazer.

P.s: Comecei hoje uma dieta e algumas meninas me questionaram sobre a amamentação. Espero ter esclarecido que só comecei a dieta depois de não conseguir mais amamentar, ok!?

 

Beijos!!!

 

Oi meus amores, tudo bem? Quanto tempo, né! Vocês não imaginam a saudade que eu estava desse cantinho, mas com os últimos acontecimentos estava impossível arrumar tempo para vir aqui e escrever pra vocês. E somente hoje, 30 dias após o meu príncipe ter nascido, consegui arrumar um tempinho para escrever.

Quem me acompanha nas redes sociais (facebook e instagram), sabe que no dia 31/01 a minha vida mudou completamente, foi o dia que meu príncipe chegou. Depois de várias horas aguardando, ele decidiu vir ao mundo na madrugada do último dia de janeiro. Desde então minha vida é outra, minha rotina mudou completamente e tenho dedicado todo o meu tempo para ele, 100% do meu dia fico à disposição dele.

Bom, pretendo fazer um post contato meu Relato de Parto, com todos os detalhes do dia mais especial da minha vida e por isso hoje eu vou contar para vocês um pouquinho de como foi esse primeiro mês. Nem acredito que hoje meu gatinho está completando um mês de vida, passou tão rápido e ao mesmo tempo parece que ele esteve sempre por aqui.

Confesso que esses primeiros 30 dias não foram nada fáceis, mãe de primeira viagem sofre no inicio. Não tem como fugir, a gente vai errar mesmo e aprender muito com os nossos erros. Também tem aqueles momentos em que bate um certo medo e até desespero, mas tudo vai passando com os dias. Lembro do medo que senti no dia da saída da maternidade, daquele dia em diante eu não teria mais a ajuda das enfermeiras e pediatras de plantão, pensei que não seria capaz de cuidar do meu bebê sozinha – não totalmente sozinha, com o marido, mas tenho certeza de que ele sentiu o mesmo medo. Ambos papais de primeira viagem!

Nosso príncipe no geral é um bebê calmo, não chora quando tem cólicas – só fica resmungando e encolhe as perninhas. Por outro lado ele fica de péssimo humor quando está com fome, muitas vezes já pede comida chorando. Só que não é um choro de dor, é aquele chorinho de manha, chega a fazer biquinho, haha! E acreditem, ele sente muita fome, tem dias que mama de meia em meia hora – durante a noite o máximo que já ficou foram 2h sem mamar.

Graças a Deus, estou conseguindo amamentar e pretendo fazer um post falando apenas sobre isso. Lembram que mencionei que talvez não pudesse amamentar devido a minha cirurgia nos seios!? Estou muito feliz por ter vencido mais esse obstáculo!

O Victor, nasceu com 2785kg e 48cm – já sabíamos que ele seria pequenininho e passamos o maior sufoco nas últimas 3 semanas antes do seu nascimento, ele não queria mais crescer dentro do útero. Na sua primeira consulta com o pediatra, com 13 dias de vida, ele já havia recuperado todo o peso que perdeu na saída da maternidade e ainda ganhou mais peso, estava com 3035kg e também cresceu 2cm (isso lá no dia 13/02). Ficamos radiantes em saber que nosso bebê está crescendo e recuperando tudo o que não ganhou dentro do útero. Hoje quando olho pra ele, percebo que está gordinho e saudável e não vejo a hora de pesa-lo novamente.

Quero continuar com os diários, só que agora falando sobre a minha experiência com a maternidade. Uma experiência que em tão pouco tempo já mudou completamente minha vida, é um amor inexplicável e único. Peço desculpas por ter demorado tanto para escrever esse post, mas eu realmente estou com meu tempo comprometido e nas poucas horas que ele dorme no berço (a maioria quer dormir no meu colo – como agora, haha!), aproveito para descansar. Sei que logo as coisas vão melhorar, vamos aos poucos criando uma rotina onde eu possa conciliar a maternidade com o trabalho, sem esquecer que também preciso ser esposa.

Aproveito esse post para agradecer muito ao Léo, ele tem sido um pai excepcional e um grande companheiro. Passa muitas madrugadas acordado olhando o Vi, para eu poder descansar um pouco mais. É super atencioso e me ajuda em tudo que pode, troca as fraldas, faz dormir e ajuda no banho. Me dá a maior força na amamentação e fica conversando comigo nas mamadas da madrugada.

Claro que eu não poderia deixar de agradecer à vocês, por todas as mensagens e carinho desde que contei que estava grávida. Muito obrigada amores!!!

Comecei esse post com ele dormindo na cama e estou terminando com ele no colo. Digitar com uma mão só não é nada fácil, haha! 

Beijos…!

Ale e Vi – 1 mês!!!